quarta-feira, 16 de março de 2011

Devastado por terremoto e tsunamis, Japão já conta mais de 500 mortos

Pelo menos 564 pessoas morreram e cerca de 600 estão desaparecidas devido ao forte terremoto e ao tsunami que devastaram o Nordeste do Japão na sexta-feira (11), segundo um novo balanço da polícia japonesa divulgado hoje. No entanto, agências de notícias japonesas, como a Kyodo, estimam que o número final de mortos seja superior a 1,6 mil em pelo menos nove províncias nipônicas.

Às mortes já contabilizadas pela polícia, somam-se de 200 a 300 pessoas que se afogaram em Sendai, capital da província de Miyagi, segundo informação das autoridades locais. Mais 200 corpos teriam sido trasladados para ginásios nas localidades de Iwanuma e Natori e também em Miyagi.

O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, afirmou hoje durante uma reunião do comitê de emergência em Tóquio que “mais de mil pessoas perderam as vidas” devido ao sismo, o maior desde o século 19, quando começou o registro dos dados.

Cerca de 50 mil militares, 190 aviões e 25 barcos foram destacados para as operações de busca, nas quais os Estados Unidos colaborarão com barcos para o transporte de homens das forças de autodefesa, como é chamado o Exército japonês.

Pelo menos 3,4 mil edifícios ficaram destruídos no Japão devido ao tremor, do qual também resultaram 200 incêndios. Na província oriental de Iwate, algumas cidades foram varridas pelo tsunami gerado pelo sismo, com ondas com mais de 10 metros de altura. Mais de 5,5 milhões de casas japonesas ficaram sem eletricidade e 1 milhão não têm água.

A televisão pública NHK anunciou hoje que o Exército japonês encontrou na sexta-feira entre 300 e 400 corpos no Porto de Rikuzentakata (Nordeste), que tinham ficado submersos pelo tsunami gerado pelo sismo.

O sismo de magnitude 8,8 na escala Richter foi registado a uma profundidade de 24,4 quilômetros, com epicentro localizado a cerca de 100 quilômetros de Miyagi, na Região Nordeste do Japão. O abalo, que foi fortemente sentido em Tóquio, a cerca de 400 quilômetros do epicentro, deu origem a um tsunami que atingiu a costa japonesa com ondas de até 10 metros de altura.

http://meninamodanoticia.blogspot.com

Tóquio - O maior Carnaval do Mundo fora do Brasil Texto publicado na Japan Total, revista editada no Japão . No dia 26 de agosto uma multidão estimada em 500 mil pessoas se espremeu ao longo da Kaminarimon-dori, uma das principais avenidas do distrito de Asakusa, em Tóquio, para assistir ao desfile de 25 escolas de samba na 26a. edição do Asakusa Samba Carnival, o maior carnaval do mundo fora do Brasil. Quem esteve presente não precisou fazer muita força para adivinhar qual escola levaria o troféu quando a G.R.E.S. Bárbaros "taxiou" até a cabeceira da avenida para a sua 16a. vitória, fechando o dia também com o prêmio de melhor alegoria. A escola, que optou pelo tema "Jogos", ao mesmo tempo original e fácil de ser assimilado pelo público nipônico, passou por momentos de apreensão: as fantasias confeccionadas no Brasil que vestiram seus cerca de 80 membros da bateria e 150 dançarinos chegaram somente na véspera do desfile. O carnaval de Asakusa começou oficialmente em 1981 e cada desfile representa uma grande vitória para os dirigentes e membros das escolas de samba japonesas que, depois de anos trabalhando muito, hoje conseguem apresentar um espetáculo admirável e emocionante, além de cumprir com o objetivo inicial, que é atrair mais atenção ao distrito, antigamente um dos mais badalados de Tóquio. Talvez a peculiaridade desse evento resida justamente aí - nesse canto da cidade onde é normal deparar-se com sumotoris e gueixas pelas ruas,

Está tudo de pernas para o ar, tudo fora do lugar. No meio da confusão, é possível ver cena No nordeste do Japão é a estridência das sirenes que toca os ouvidos o tempo todo. Bombeiros, exército, marinha. No mar, um barco não para de rodar a procura de corpos. O centro de Kesennuma ficou arrasado, suas lojas devastadas. Uma senhora vendia peças delicadas de cerâmica. Apesar de umas sacolas na mão, com certeza não sobrou nada das mercadorias dela. Ela conta que no dia ela só teve tempo para escapar, que foi tudo muito rápido. Muita gente não teve essa sorte e desapareceu. O que é estar na janela vendo a vida, vendo um tsunami passar? A mulher tinha um lugar na primeira fila, de frente para a baia. Naquele dia por um vazamento de combustível o mar pegou fogo e os barcos iam sendo envolvidos pelas chamas. Para apagar o fogo, numa próxima vez, um senhor limpa o extintor. São cenas assim, de pessoas tentando botar ordem no caos, que se pode ver o tempo todo. A vontade de arrumar, o meticuloso estilo da cultura japonesa se revela nesses pequenos detalhes. É o cachorro esperando o dono. É a população esperando que o governo resolva algo que, de sexta-feira pra cá, se parece mais com o apocalipse. Terremoto, tsunami, acidente em usina nuclear. O governo anuncia racionamento de energia. Segunda-feira a bolsa de Tóquio abre e as ações despencam, o governo tem que injetar bilhões de dólares na economia para sustentar o valor do yen, moeda local. Esse é o Japão em estado máximo de emergência. Kesennuma, como tantas outras cidadezinhas, pra muitos já deu, não tem mais como continuar. É pegar o que restou e puxar o barco.

Está tudo de pernas para o ar, tudo fora do lugar. No meio da confusão, é possível ver cena No nordeste do Japão é a estridência das sirenes que toca os ouvidos o tempo todo. Bombeiros, exército, marinha. No mar, um barco não para de rodar a procura de corpos. O centro de Kesennuma ficou arrasado, suas lojas devastadas. Uma senhora vendia peças delicadas de cerâmica. Apesar de umas sacolas na mão, com certeza não sobrou nada das mercadorias dela. Ela conta que no dia ela só teve tempo para escapar, que foi tudo muito rápido. Muita gente não teve essa sorte e desapareceu. O que é estar na janela vendo a vida, vendo um tsunami passar? A mulher tinha um lugar na primeira fila, de frente para a baia. Naquele dia por um vazamento de combustível o mar pegou fogo e os barcos iam sendo envolvidos pelas chamas. Para apagar o fogo, numa próxima vez, um senhor limpa o extintor. São cenas assim, de pessoas tentando botar ordem no caos, que se pode ver o tempo todo. A vontade de arrumar, o meticuloso estilo da cultura japonesa se revela nesses pequenos detalhes. É o cachorro esperando o dono. É a população esperando que o governo resolva algo que, de sexta-feira pra cá, se parece mais com o apocalipse. Terremoto, tsunami, acidente em usina nuclear. O governo anuncia racionamento de energia. Segunda-feira a bolsa de Tóquio abre e as ações despencam, o governo tem que injetar bilhões de dólares na economia para sustentar o valor do yen, moeda local. Esse é o Japão em estado máximo de emergência. Kesennuma, como tantas outras cidadezinhas, pra muitos já deu, não tem mais como continuar. É pegar o que restou e puxar o barco.